Isaque, o pai que manteve sua palavra


Isaque teve dois filhos. Esaú era o mais velho, o primeiro na linhagem da bênção de seu pai e da herança. Jacó, o segundo filho, foi conivente. Com a ajuda da mãe, Jacó conseguiu furtar a bênção e o direito à herança, que por era de seu irmão mais velho.

Ainda sem saber dessa traição, Esaú aproximou-se do seu pai idoso para receber a herança que lhe cabia. Naquele momento, Isaque percebeu que havia sido enganado, ele “ficou agitado e começou a tremer muito” ao receber a notícia. Ele já havia dado sua bênção a Jacó, um evento único na vida. Esaú chorou em voz alta. Mas, apesar do pedido insistente de Esaú, Isaque não voltou atrás, pois já tinha dado sua bênção a Jacó. Ele havia dado a sua palavra.

Será que Isaque ficou irado com a trapaça explícita de Jacó? Claro que sim. Será que Isaque desejou tomar de volta as suas palavras e transferir a bênção a Esaú? Obviamente. Mas ele recusou-se a voltar atrás.

Isaque foi um homem de palavra. Jesus abordou a mesma questão muitos anos depois com uma multidão que certamente incluía muitos pais. “Que o ‘sim’ de vocês seja sim, e o ‘não’, não, pois qualquer coisa a mais que disserem vem do Maligno.” Mateus 5.37

O que as suas palavras significam? Quando você faz uma promessa a alguém, está falando sério? Ou você segue adiante esperando que ninguém perceba caso você não cumpra a sua palavra? A história de Isaque nos lembra incisivamente de que, quando um homem dá a sua palavra, esta deve ter o valor de um contrato irrevogável.

Leia Gênesis 27 para conhecer o episódio completo desta história de Isaque, Esaú e Jacó

 

O texto desta reflexão foi extraído da Bíblia do Papai,
publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil, na versão digital.

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